terça-feira, 16 de novembro de 2010

A importância dos setores de pesquisa e desenvolvimento no país - Por Norberto Carvalho

Gostaria de começar contextualizando sobre alguns aspectos; primeiro sobre criador e criatura; quem seria produto de quem? A ciência seria o produto do cientista ou o contrário? Importante abordar sobre o aspecto de generalização ao qual a maioria da população está sujeita. Ao transformar uma opinião em tendência, quase sempre a fazemos por inconsequência de nossas ações e por algumas inversões de valores. Valores esses aos quais, em parte, e grande parte, poderíamos culpar a mídia, os meios de comunicação que hoje projetam mitos a todo instante por necessidade de vender notícia e até mesmo pela supressão do indivíduo que coloca-se de maneira muda perante tantas "informações". É urgente em nosso país o assistencialismo em razão de políticas públicas como a do vale-esmola, que de maneira tão parecida com a de Roma, nos dá pão e circo para esquecer-mos dos problemas que nos assolam. Ao questionar-mos sobre o papel do cientista e da ciencia, não teriam estes sabedoria em profusão? Então porquê se prendem em questões tão mínimas na grande maioria das vezes? Perguntada sobre os investimentos na área da pesquisa e desenvolvimento, nossa presidente eleita disse que para seu mandato destinará cerca de R$280.000.000 para este setor, sendo interpelada pelo reporter logo em seguida com a comparação com a "grande potência" da Irlanda do Norte que investe cerca de 1,5 bilhão por ano. Ora, somos um país de proporções continentais, o que faremos com um investimento tão modesto? Estamos realmente levando à sério nossos problemas em desenvolvimento? A ciência e os cientistas podem e devem fazer muito mais pelo país, todavia entendo que não se trata somente de mais dinheiro, mas sim de uma maior racionalização no uso dos recursos. Alguém já se perguntou porque atingimos a auto suficiência em petróleo e temos uma das gasolinas mais caras do mundo e ainda misturada com etanol? Porque mesmo depois do gasoduto Brasil- Bolívia, nosso GNV está quase o preço do etanol? Gostaría através de uma pergunta muito simples, provocar um pensamento que tenho certeza que 99,9% dos colegas de classe e até mesmo professores, entenderão o que quero provar. Pergunta: Qual produto vendido no mercado você acredita ou ao menos acha ser o mais caro? Muitos respoderiam a carne tenho certeza. Mas ninguém se preocupará em comprar um saquinho com apenas 10 gramas de pimenta do reino por meros R$ 0,80 que multiplicados por 100 para termos 1kg pagamos na verdade R$80,00. Não é surpreendente? Quem nos ensinou a enxergar assim? Uma outra questão que me chama muito a atenção é a de que mundo deixaremos para nossos filhos, que me parece uma questão um tanto ultrapassada quando na verdade temos que pensar em que filhos deixaremos para nosso mundo? A consciência me parece um tanto mais sensata que o treinamento. A educação ambiental é importante mas conscientizar consiste numa maior aplicação de todos. Precisamos saber como ajudar e devemos ser punidos agora para não pagarmos o alto preço da não preservação. O que gostaría de lembrá-los é que para conseguir-mos um país mais justo, temos que distribuir melhor as condições de alcançar o conhecimento. Romper com todos os meios de alienação, e injustiça pois só desta forma é que estaremos sim desenvolvendo e evoluindo o simples ser humano para um modelo de cidadão consciente tanto de seus deveres quanto seus valores.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O BBB da vida real em San José – Por Norberto Carvalho

Olá amigos;
Gostaria de partilhar com vocês sobre o sucesso deste evento que chegou a ser comparado com a chegada do homem à lua. Sim o resgate dos 33 mineiros no Chile. Foi realmente um milagre que Deus operou através do homem e que para mim e acredito que para um mundo de gente, tem muito mais importância do que o primeiro fato.
Acredito que para àqueles que conhecem um pouco da vida laboral na mineração, em especial de metais preciosos, sabe o quanto a ganância é capaz de sobrepor à integridade humana. Isto talvez sirva para alertar ao mundo sobre as condições tão perigosas e insalubre à que esses profissionais são expostos.
Não por acaso resolvi falar de algo tão “valorizado” quanto os reality shows que são empurrados nossa goela abaixo e que de forma tão medíocres, alguns débeis ousaram comparar com o caso da mina de San José.
A teoria BBB de que o ser humano deve eliminar aqueles que não servem a seus propósitos ou meros caprichos, são cada vez mais difundidas na mídia hoje em dia. Ao comparar os 33 mineiros com os falsos heróis dos realities, querem forçar-nos a imaginar os conflitos que possivelmente existiram no período de 70 dias vividos pelos verdadeiros heróis do Chile, onde facilmente e por merecimento devem ser acrescentados também todos àqueles que de alguma forma contribuíram para o sucesso da operação e incluem-se também aqueles que ao menos não ousaram atrapalhar.
Ao ver mais uma das entrevistas exclusivas da Rede Globo, pude perceber que o repórter não estava tão envolvido com a matéria, ao menos o quanto seria necessário para compreender que não haveria espaço para tais comparações. Foi no mínimo deprimente. Não o crucifico por entender que lá quem manda é um “todo poderoso” do jornalismo.
É preciso ressaltar a união desses trabalhadores, assim como fizeram há 38 anos, os sobreviventes dos Andes, que lutaram pela sobrevivência sem precisar eliminar, ameaçar ou humilhar ninguém, e isto é algo muito mais importante que dinheiro e fama, ao menos para uma minoria da população, que muito provavelmente não entende a verdadeira importância dessa verdadeira vitória e merecido prêmio: a vida.
É preciso gritar cada vez mais alto e mais longe que o ser humano pode e deve ser mais do que um vencedor de um mero reality show; ele deve ser acima de tudo um vencedor na vida, acreditando que para isso, deve respeitar seus limites e os limites dos outros, e que aqueles que não o entendem ou não partilham de suas idéias, de alguma forma também contribuem para construção de um ser consciente e melhor. Isso é verdadeiramente desenvolver e evoluir.

Um abraço fraterno;
Norberto Carvalho

sábado, 10 de julho de 2010

NOSSO 100% - POR NORBERTO CARVALHO

Olá amigos;

Muitas saudades de escrever, o que falta é tempo; e falando nele...

Quantas vezes você esperou 100% de algo ou alguém? E melhor... Quantas vezes você deu os seus 100% de esforço ou dedicação ao que inicialmente você se propôs a fazer?

Penso nas pessoas que aguardam uma data ou hora para mudarem o rumo de suas vidas... Penso nas pessoas que aguardam a mudança de alguns números no calendário para decidirem pela mudança. Todavia não podemos perder nosso tempo por mera formalidade.

Falo por mim, pois quando lecionando ou em alguma palestra, não tenho pretensão de que 100% do que me propus a fazer seja aceito pelos outros, sei que essa característica não é para todos, porém entendo que se não acreditar que tenho que dar meus 100% para alcançar o maior número de pessoas, só atingirei o mínimo de resultado; o que me traria um resultado mínimo. Pense um pouco... se falar para dez pessoas com o objetivo de convencer apenas cinco, muito provavelmente atingiría apenas dois, o que seria desastroso; agora se me proponho atingir os dez, com certeza o resultado será ampliado de maneira muito positiva.

É importante reconhecer nossas limitações e as de nosso público alvo, contudo também é necessário que as pessoas percebam em você um bom exemplo do que se propõe à ensinar. Lembre-se de que "As palavras movem, mas os exemplos arrastam."

Um abraço cordial;

Norberto Carvalho

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Exposição resulta em comprometimento - Por Norberto Carvalho

Olá amigos;

Gostaria de partilhar com vocês sobre a exposição positiva, esta mesma que nos impulsiona ao comprometimento, este que através dos dias vai contribuir para nosso amadurecimento e consequentemente crescimento.

Temos que nos dar conta de que nossa profissão requer um alto nível de autoconhecimento, e este se revela um bom início para o desenvolvimento de uma capacidade que poucos dominam, a capacidade de analisar comportamentos, e com isso tentar decifrar certas dicas que nos favorecerão na identificação de principalmente, perfis problemáticos.

Acredito cegamente que estar "cheio" daquilo que acreditamos, é o primeiro passo para formar multiplicadores de boas práticas, por acreditar também que segurança do trabalho não se faz sozinho, e muito menos de um dia para o outro.

Convido vocês a uma reflexão da maneira pela qual estamos nos expondo. Que exemplos estamos dando, para exigir-mos dos outros uma "conduta adequada"?Estamos realmente convictos daquilo que deveríamos ser?

Pessoas que não conhecemos estarão sempre nos avaliando e por vezes seremos testados, e sinceramente não acredito que possamos "atuar" por muito tempo. Penso que seria mais justo adaptar-se ao certo, mesmo que isso exija de nós "sacrifício".

Pequenas atitudes muitas vezes exigem um esforço considerável, e nem sempre, só a "força de vontade" será o suficiente, mas uma vitória por dia, deve ser comemorada como se fosse a primeira.

Um abraço cordial;

Norberto Carvalho

LIVRO OPERADOR DE EMPILHADEIRA

Quem somos.

Minha foto
Niterói / Nilópolis, Rio de Janeiro, Brazil

Norberto Carvalho

Norberto Carvalho
Norberto Pereira de Carvalho, Professor Técnico de Segurança do Trabalho, lecionando no Cefae II, Nilópolis, Bombeiro Profissional Civil - CBMERJ, com sólidos conhecimentos nas áreas de Técnologia Industrial e desenho técnico além de formação profissional como Eletricista predial e bons conhecimentos em Elétrica Industrial, com base sólida em Informática.

Sandro Vergara

Sandro Vergara
Sandro Vergara da Costa, formado como Técnico de Segurança do Trabalho pelo Centro Educacional de Niterói - CEN, possuindo vários cursos pertinentes à área de Segurança do Trabalho, atuando desde sua formatura, em 2005, como consultor, principalmente nas questões de treinamento em grandes empresas de diversas atividades econômicas.

Bem vindo!

Sinta-se à vontade para colaborar!